A PASSARELA DA PRAIA DO GRANT
A Praia de Itajuba há muito tempo tem necessidade de uma revitalização urbanística. Já foi o tempo em que praia e rusticidade eram requisitos para proporcionar maior freqüência de visitantes.
A falta de água, ruas esburacadas, a falta de energia elétrica, praias sujas e malcuidadas, infra-estrutura econômica e turística incipiente (poucos e péssimos restaurantes, hotéis, bares, lojas, mercados, panificadoras, etc...), já não são mais pré-requisitos para um local vir a ser escolhido como um “point” de visitação nas férias de final de ano.
Exige-se conforto no abrigo, facilidade na busca de artigos essenciais e limpeza, para trazer um turista de maior poder aquisitivo.
A preservação ambiental e o progresso sustentável são hoje indispensáveis para que um local se volte para o turismo de litoral, no verdadeiro sentido destas palavras.
Não existe maneira de preservar o meio ambiente concomitantemente com a falta de organização urbanística – devem existir lixeiras em locais apropriados, coleta de lixo correta e freqüente, banheiros públicos, acessos facilitados aos locais de maior freqüência de usuários, tratamento de dejetos orgânicos, etc...
Todos ganham com isso: o comercio pelo maior faturamento; o morador por ter mais possibilidades de emprego e melhor remuneração; o veranista por ter melhor condição de habitabilidade e os visitantes por terem como melhor usufruir sua passagem pelo local.
Isto é uma excelente melhoria no IDH.
Pensando nisso, as associações comunitárias e os comerciantes de Itajuba, iniciaram um projeto de revitalização urbanística em Itajuba, sem afetar o meio ambiente.
Optou-se inicialmente por execução de uma passarela que vai ligar as Praias do Grant e de Itajuba (Cerro), por onde hoje existe um “caminho” há muito usado por todos.
Esta passarela terá altura mínima do chão em 50 cm; 1,50 m de largura e 205 m de comprimento, com 350 m² de área, aproximadamente.
Uma parceria com a iniciativa privada também é cogitada, sendo que ainda dependemos de um projeto final (já requisitado junto a prefeitura desde agosto/2007) para avaliação de custos e depois para a aprovação dos órgãos ambientais.
Como fator de diferenciação, será usado um MATERIAL ECOLOGICAMENTE CORRETO chamado de ECOWOOD ou MADEIRA PLÁSTICA, obtido da RECICLAGEM de plásticos, fibras animais e vegetais, polímeros, vernizes, oriundos do RESÍDUO INDUSTRIAL.
Este material tem as mesmas qualidades da madeira natural (podem ser furadas, pregadas, coladas, parafusadas), mas com durabilidade infinitamente maior (não absorvem umidade, e é imune ao cupim) e resistência aos fatores típicos do litoral (maresia).
Estamos agora em fase de aquisição de uma parte desta passarela para testes.
Possivelmente e com a ajuda da prefeitura municipal, teremos em Barra Velha e em Itajuba, até o ano de 2008, a PRIMEIRA PASSARELA ECOLÓGICAMENTE CORRETA DO BRASIL.
Evandro Soares Pereira
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